Operação Venezuela. Cuba divulga nomes de militares mortos durante captura de Maduro

Venezuela e Cuba confirmaram a morte de 55 militares venezuelanos e cubanos na madrugada de sábado, hora de Lisboa. O continente cubano operava em Caracas em representação das Forças Armadas Revolucionárias e do Ministério do Interior da Havana.

RTP /
Foto: Leonardo Fernandez Viloria - Reuters

Após o anúncio oficial do número de militares venezuelanos e cubanos mortos no ataque dos Estados Unidos à Venezuela, que culminou na captura do presidente Nicolás Maduro e da sua esposa, as autoridades cubanas divulgaram esta terça-feira os nomes das vítimas mortais.

São no total 55 os militares que protegiam o regime venezuelano e perderam a vida durante a captura de Maduro e Cilia Flores na capital venezuelana, durante a operação americana da madrugada de 3 de janeiro.

O exército venezuelano informou também esta terça-feira que 23 operacionais morreram no decorrer do ataque norte-americano a Caracas, avança a AFP, pouco antes de serem divulgados os nomes dos mortos cubanos.

O primeiro balanço oficial de mortos surgiu, no entanto, esta segunda-feira, quase 48 horas depois das explosões americanas em solo venezuelano. O governo cubano revelou que 32 membros dos serviços de segurança foram mortos durante a operação de captura do presidente Maduro, totalizando 55 vidas perdidas em ambos os exércitos na madrugada sábado (final de noite de sexta-feira na Venezuela).

Vladimir Padrino López, ministro da Defesa da Venezuela, já tinha deixado acusações contra as tropas dos Estados Unidos de terem assassinado a equipa de segurança do ex-presidente "a sangue-frio".

O governo do presidente cubano Miguel Díaz-Canel afirma que as vítimas morreram “em combate direto contra os atacantes ou em consequência dos bombardeios às instalações”, escreve a publicação Cubadebate.

Os militares “cumpriam missões em representação das Forças Armadas Revolucionárias e do Ministério do Interior”, esclarece o governo cubano. Na sequência do anúncio, Díaz-Canal decretou dois dias de luto nacional pela morte dos militares.

A operação americana foi realizada em poucas horas na madrugada de 3 de janeiro, com o auxílio de 200 soldados e 150 aeronaves norte-americanas.

Em Nova Iorque, Nicolás Maduro e Cilia Flores estiveram em tribunal esta segunda-feira para responder a acusações de narcoterrorismo, conspiração para a importação de cocaína e posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos. A próxima sessão está marcada para 17 de março.
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